Assim como os seres humanos, as plantas também sofrem com o estresse, mas de uma forma bem diferente. De acordo com Gabriel Barcelos, consultor de serviços técnicos em nutrição e fisiologia de plantas da Agroceres Binova, o estresse vegetal é definido como qualquer condição ambiental que impede a planta de completar seu ciclo de vida .
Os tipos de estresses
As plantas enfrentam constantemente desafios no campo e, muitas vezes, diversos ao mesmo tempo. Mas diferente de um animal que pode se mover para fugir de uma situação de perigo, as plantas são seres estáticos e por isso desenvolveram outros mecanismos para suportar e tolerar essas condições adversas. Os estresses são divididos em dois tipos:
- Bióticos: Causados por organismos vivos, como pragas, doenças, fungos e bactérias.
- Abióticos: Relacionados a fatores não vivos, como características do solo (pH), clima (falta ou excesso de água, temperatura) e a aplicação de produtos químicos, como herbicidas, que podem causar fitotoxicidade.
A Defesa Natural da Planta e o Papel da Suplementação
Para lidar com o estresse, as plantas produzem naturalmente compostos que as auxiliam na defesa, como flavonoides e aminoácidos. No entanto, a produção desses compostos consome uma grande quantidade de energia da planta, que poderia ser usada para o crescimento e desenvolvimento.
É aí que entra a tecnologia agrícola. A suplementação com produtos que contêm esses compostos e nutrientes que ativam enzimas de defesa pode ser crucial. Ao receber essa ajuda externa, a planta economiza energia, direcionando-a para seu desenvolvimento e, consequentemente, aumentando a produtividade.
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