Na rotina do cafeicultor, um dos grandes desafios é definir a estratégia de manejo para proteger a lavoura contra pragas e doenças, sem comprometer a produtividade nem a sustentabilidade. Nesse cenário, compreender a diferença entre alvo químico e alvo biológico pode ser decisivo para acertar nas escolhas.

O que é o alvo químico?

O alvo químico está relacionado ao uso de substâncias e moléculas que atuam diretamente sobre organismos indesejados. São defensivos, adjuvantes e reguladores que têm efeito imediato sobre pragas, patógenos ou processos fisiológicos da planta.

Segundo o técnico agrícola Sinesio Donizete Zerneri, “o alvo químico é tudo aquilo que nós queremos atingir com o uso de moléculas ou substâncias químicas — sejam pragas, doenças ou até fatores relacionados ao metabolismo da planta”. Ele destaca que a eficácia dessa estratégia depende da correta regulagem de pulverizadores, da qualidade da água utilizada e do momento da aplicação.

O que é o alvo biológico?

Já o alvo biológico envolve o uso de organismos vivos ou derivados de microrganismos que contribuem para o equilíbrio da lavoura. Entre eles estão fungos e bactérias benéficas, além de produtos biológicos desenvolvidos para atuar contra insetos e doenças de forma sustentável.

Zerneri explica que “quando falamos em alvo biológico, estamos tratando da interação com microrganismos que vão colonizar o ambiente e ajudar a planta de forma contínua. É uma ferramenta que não age apenas no momento da aplicação, mas pode deixar um efeito residual positivo no solo e no sistema produtivo”.

Por que essa distinção é importante?

Saber diferenciar os dois tipos de alvo permite ao produtor definir melhor sua estratégia de manejo. Em algumas situações, o uso de químicos é indispensável para conter um surto de pragas em pouco tempo. Em outras, os biológicos oferecem vantagens, como menor impacto ambiental, maior segurança e contribuição para a construção de um solo mais saudável.

Para Zerneri, a chave está no equilíbrio: “não é escolher entre químico ou biológico, mas entender qual ferramenta usar em cada momento. Essa combinação é o que garante eficiência e sustentabilidade no manejo”.

Um passo para o futuro do café

O entendimento sobre alvo químico e alvo biológico marca uma mudança na forma como o produtor enxerga sua lavoura. Mais do que escolher insumos, trata-se de saber onde se quer chegar com cada aplicação. Esse conhecimento ajuda a tomar decisões conscientes, equilibrando produtividade, rentabilidade e responsabilidade ambiental — pontos cada vez mais valorizados no mercado do café.

Agroceres Binova

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